Este Blogue visa divulgar a pratica do ciclismo em bicicleta de dois lugares (Bike Tandem , Bicicleta Dupla)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Universidade Tiradentes lança programa de transporte alternativo

Duas rodas presas a um quadro metálico, guidom, pedais, selim. Para fazer da bicicleta um meio de transporte não é preciso tantos aparatos ou tecnologia de ponta. A vontade de pedalar é o combustível – nada poluente – que dá vida a esta engrenagem simples, criada em 1780 pelo alemão Conde de Sivrac, mas que hoje faz a diferença quando o assunto é mobilidade urbana, preservação do meio ambiente e da saúde.
Na manhã desta terça-feira, 24 de abril, a Universidade Tiradentes inaugurou no Campus Aracaju Farolândia o sistema alternativo de transporte interno ‘Unit Bike’. A intenção é incitar nos alunos e colaboradores a cultura de utilizar a bicicleta como meio de transporte. Cem veículos e dez bicicletários estão à disposição da comunidade acadêmica, em um projeto similar ao que acontece em países como a França.

“Em Paris, as pessoas se cadastram, recebem bicicletas e se deslocam para qualquer parte da cidade. Vi aquilo e voltei para Aracaju empolgado, querendo fazer a mesma coisa. Hoje realizamos a primeira experiência e, se obtivermos sucesso, vamos investir mais nessa área”, explica o reitor da Universidade Tiradentes, professor Jouberto Uchôa de Mendonça, idealizador do Unit Bike.
Durante a inauguração dos bicicletários, cem pessoas fizeram um passeio pelo Campus Aracaju Farolândia. Entre os ciclistas convidados, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, elogiou a iniciativa da universidade. “É um incentivo para que as pessoas evitem o trânsito maior de carros, desafoguem o tráfego, cuidem da saúde e do meio ambiente. A mobilidade urbana é uma preocupação em todo o mundo e a Unit mostra, em seus 50 anos, que não envelheceu. Está antenada com o progresso e as formas de enfrentarmos os problemas”, diz.

Aracaju hoje é uma referência no Brasil, pela extensão das ciclovias. São sessenta quilômetros com a malha cicloviária recém-inaugurada na Avenida Beira Mar. Para Edvaldo Nogueira, a iniciativa privada precisa auxiliar o poder público no trabalho de conscientizar e motivar os aracajuanos a se tornarem ciclistas. “Um dos grandes problemas de não termos ainda um número grande de pessoas indo de casa para trabalho de bicicleta é o fato de que a maioria das empresas não tem local para guardar o veículo, não tem banheiro para que a pessoa possa tomar banho, trocar de roupa, e Aracaju é uma cidade quente. Neste sentido, a iniciativa da Unit, mais do que um apoio, é um exemplo”, afirma o prefeito.

CONDUTA CONSCIENTE

O sistema alternativo de transporte interno da Universidade Tiradentes é mais uma ação do Programa Conduta Consciente, que envolve não só o ambiente, mas também segurança, saúde e responsabilidade social para a conservação saudável da sociedade de hoje e amanhã. “O Unit Bike chega em hora muito propícia, para que os alunos percebam como é importante reduzir a emissão de gases poluentes e melhorar a qualidade de vida. Isso é um estímulo para que as pessoas sintam aquela vontade de retomar a velha bicicleta e se movimentar dentro da própria cidade”, comenta a professora Luciana Rodrigues, coordenadora do Conduta Consciente.

Segundo o aluno Jeferson Vasconcelos, 7º período de Direito, o Unit Bike também traz comodidade aos estudantes. “O Campus Aracaju Farolândia é enorme e a gente às vezes perde muito tempo para se deslocar entre os departamentos. Ficávamos com o tempo restrito para resolver pendências, com medo de perder algum assunto importante na aula, mas isso agora vai melhorar”, avalia o acadêmico.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Viagem em Bicicleta de Aracaju a Maceió pela praia

Nada como umas férias, descanso, sombra e uma cerveja gelada??? Que nada! As minhas foram um pouco diferentes:
Meu marido resolveu refazer o percurso Aracajú-Maceió que ele já havia feito há 5 anos atrás, só que desta vez em minha companhia e com um novo desafio: um trecho de 80% de areia de praia a ser pedalado.
Exatamente 04h50min da manhã do dia 4 de janeiro de 2011, tudo começou. Seguimos pelo centro da cidade de Aracaju em direção a Cidade de Pirambú.



As 06h40min da manhã estávamos em Pirambú, após muitas fotos e um banho de chuva para batizar a viagem. Como dependíamos da maré, Jackson foi ver logo a situação, ou seguiríamos a viagem ou teríamos que esperar um pouco a maré baixar. Para aproveitar o tempo tomamos o café da manhã, e com a maré boa para o pedal, seguirmos 40 km de praias deserta até ao povoado Ponta dos Mangues.
Neste trecho, passamos próximo ao projeto Tamar (área protegida, divido a desova de tartarugas marinhas), pegamos “carona” no vácuo de um trator e ainda vimos o local de um naufrágio, já enterrado na areia. Também passarmos pela praia do povoado Lagoa Redonda, onde em outra oportunidade participamos de uma corrida de aventura.

Entre fotos e mais fotos, a pedalada continua até avistarmos um belo manguezal, que foi à deixa para sairíamos da praia e chegarmos ao povoado Ponta dos Mangues, onde pegamos uma pista de barro beirando a praia e o mangue em direção ao povoado de Saramém.


Passamos por outros povoados como Garatuba e Carapitanga, trecho este em pista de barro com areia fofa, e em alguns momentos foi preciso empurrar a bicicleta. Em outro trecho, o pedal do Jackson escapou do pé de vela e ficou preso na sapatilha, foi super engraçado, mas nada que uma chave 15 mm não resolvesse e às 12h10min estávamos no povoado Saramém.
Chegando, procuramos a Val e o Zé, casal de ribeirinhos remanescentes do povoado Cabeço (localizado na Foz do Rio São Francisco, do lado Sergipano, onde o mar avançou alguns quilômetros e engoliu vorazmente esta comunidade ribeirinha, que em seguida foi transferida com suas 80 famílias para o povoado Saramém esse pertencente a Brejo Grande – SE).
Nunca os tínhamos visto e fomos surpreendidos com a excelente recepção e a forma especial que como fomos tratados. Foi reservado o melhor quarto de sua casa para que Jackson e eu recuperássemos nossas energias para o dia seguinte, afinal, pedalamos aproximadamente 95 km no primeiro dia

Tomamos banhos, almoçamos, descansamos e no finalzinho da tarde fomos à orla do povoado Saramém para mais uma sessão de fotos. No outro dia, logo cedo, partiríamos deste local em direção a Foz, em uma canoa com o Marcelo, irmão do Zé (marido da Val).


As 06h30min saímos do povoado Saramém em direção ao encontro das águas do Rio São Francisco com o mar de Alagoas e Sergipe. Observamos há certa distância, onde era o local do Povoado Cabeço, um farol construído a mando dos holandeses. Hoje, com uma acentuada inclinação, parecendo que pode cair a qualquer momento, nos faz lembrar a torre de Pisa, na Itália, ainda sim, ajuda a contemplar esse belo cenário, do lado sergipano.

Chegando ao encontro do rio com o mar, no lado alagoano, dunas douradas, dão o tom da união perfeita, entre o céu, a água, terra e o homem mesmo que pedalando. Essa é a Foz do São Francisco, que de tão bela, fica a certeza que algo supremo criou aquele local.


Desembarcamos a bicicleta na areia, mais algumas fotos e apreciamos a belíssima paisagem, que muda quase que diariamente em função das marés. Continuamos a pedalada pela foz e Praia do Peba por aproximadamente 25 km, até chegarmos ao povoado do Pontal do Peba.


Seguindo pela praia de areia batida, passamos pela praia de Flexeira e a do Toco, também conhecida por Feliz Deserto. Mas como nem tudo e fácil, entre a praia do Toco e Japu, enfrentamos dificuldades, pois apesar de ser areia batida, havia alguns trechos de ‘empurra bike’, devido à areia muito fofa com pedaços de cascas de massunim esfareladas.


Para compensar, logo em seguida passamos por um naufrágio de um Navio Português onde tiramos algumas fotos.



Passado o naufrágio, seguimos a Miaí de baixo e mais fotos.

Partimos a Miaí de Cima. Pegamos uns 2 km de asfalto para chegar a uma estrada de barro, onde seguimos beirando a praia até cidade de Coruripe e almoçamos no restaurante Zé do Bode.


Com a ‘barriguinha cheia', estávamos nós pedalando outra vez, passando por dentro da cidade de Coruripe e em seguida pegando uma estrada de barro como atalho para chegar a Praia do Pontal do Coruripe.


Nesta praia chupamos sorvete e seguimos por outra estrada de terra beirando a praia. Como a maré estava cheia nessa hora, não teríamos condições para pedalar na areia da praia.

Após alguns quilômetros, chegamos ao povoado Lagoa do Pau encerrando nosso segundo dia de pedal, com aproximadamente 75 km. Pontualmente as 13h00min estávamos na piscina da Pousada Umuarama nos refrescando e descansando para a nossa missão no dia seguinte: 32 ladeiras em direção à Maceió.



Começamos o nosso terceiro e último dia de pedal, as 05h00min na praia da Pituba, e lá estavam elas... As ladeiras que iriam nos massacrar até a cidade de Barra de São Miguel. Com 30 minutos de pedaladas passávamos pelo povoado Poxim, que me recordara boas pescarias.

Ao passarmos pela cidade de Jequiá da Praia, começou o sobe e desce das quase que intermináveis ladeiras, mas nada que uma parada para fotos na praia da Lagoa Azeda não resolva e, tome pedal. Logo chegamos a Praia do Gunga cenário que contempla mais uma bela foto. Agora era só subir mais uma ladeira e estaríamos livres delas, e com um novo companheiro desse momento em diante... o vento contra.

Na cidade da Barra de São Miguel paramos para nos hidratar e seguimos em direção a Praia do Francês onde tomamos café da manhã no posto de combustível.


Saímos do Francês, na certeza que os 25 km de nos separava do final da viagem se aproximava aos poucos em meio à satisfação de missão cumprida. Mas, chegando próximo a ponte que divide a cidade de Marechal Deodoro e Maceió, uma surpresa: Jackson reencontrou seu companheiro de viagem de cinco anos atrás desse mesmo trajeto, o Renato, que fez questão de parar seu carro e tirar algumas fotos para deixarmos de recordação.


Após cruzarmos a ponte Divaldo Suruagy foi como se já tivéssemos em casa....ufa..agora faltavam pouco menos de 15 km. Chegamos por volta de 11h, com 255 km rodados em 12h 30min de pedaladas. Saímos de Aracaju no dia 4 de janeiro e chegamos à Maceió no dia 6 de Janeiro de 2011.
Depois dessa, acredito que 2011 será meu último ano em corridas de aventura. Cicloturismo é uma atividade mais indicada para um “voinha” como eu, rsrsrs, principalmente porque você não precisa correr de ninguém e nem atrás de alguém...além de conseguir tirar muuuitas fotos...totalmente no stres!

Deborah Feiden e Jackson Santos

terça-feira, 7 de abril de 2009

Artesão de Bicicletas

Vanilson, um dos poucos, senão o único construtor de quadros do estado de Sergipe é considerado o maior especialista na construção, reparos e soldas em quadros de bicicletas. Há mais de dez anos que ele se dedica a esta atividade em sua oficina localizada na cidade de Aracaju - Se, domina a soldagem de materiais como cromo-molibdênio, alumínio, aço inox. Já foi piloto de Moutain Bike, participou de varias corridas da FSC – Federação Sergipana de Ciclismo na década de 80 a 90 sempre pilotando uma bike construída por ele mesmo. Ultimamente constrói quadros bicicleta de Tandem e Choppers artesanalmente é uma arte que Vanilson aprendeu com muita pesquisa própria em livros e literaturas do ramo. Aprendeu na teoria e na prática como fazer as manutenções em todos os componentes de uma bike, montagem e todas as demais informações para se construir uma bike perfeita. Sua metodologia é formulada em gabarito de construção de quadros, adapta a qualquer tamanho bike. A técnica na construção de quadros é metódica, pois a precisão das medidas influencia muito no desempenho da bike depois de pronta. A extraordinária habilidade em construir quadros é também usada para realizar reparos, consertos e soldas em quadros de bicicletas. O serviço é muito requisitado pelas bikes de Sergipe. Ele já prestou seus serviços para a Kanidia Bike, Jailson Silva e entre outros ciclistas de varias categoria.


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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Viagem de Aracaju à Maceió

Bom, os planos dessa viagem começaram à 4 anos, quando eu me mudei de Aracaju para Maceió e deixei minha bike dupla. Resolvi levar essa bike pedalando, mas devido a alguns empecilhos, fui adiando a viagem com ela e para não ficar monótono, resolvi traçar a viagem pela areia da praia no litoral sergipano e assim se procedeu, no dia 20 de janeiro de 2006 começou nossa viagem.
Jackson, 30 anos, solteiro, servidor publico e Renato Rocha, 71 anos, casado, aposentado e cabeleireiro.
Saímos às 06:30h pois é nessa hora que a balsa da Sergiportos começa a funcionar. Para mim foi tarde demais para começar essa viagem, mas como nada é perfeito, às 07:00 hs da manhã estávamos na cidade de Barra dos Coqueiros e parecia que a gente iria chegar no mesmo dia.
Começamos a pedalada em um ritmo forte, passamos pelo Porto de Sergipe por volta das 07:40 hs. Paramos para alguma fotos no trevo que vai para a BR-101, Porto e Pirambú, só que nosso desafio era seguir em direção a Pirambú. Começamos a sentir que a viagem não seria fácil, pois o vento soprava contra, mas às 08:15 hs estávamos na cidade de Pirambú. Visitamos o Projeto Tamar de proteção às tartarugas marinhas. Registramos algumas fotos e partimos em direção à Ponta dos Mangues, em Pacatuba, só que agora pela praia. Começava a pior parte da nossa viagem.
A areia fofa da praia que ainda começava a secar, foi quem consumiu toda nossas energias e também nosso psicológico. Foram 40 km de areia de praia que pareciam um eternidade em certos momentos. Eu estava me guiando por uma plataforma da Petrobrás que fica um pouco antes da Praia de Ponta dos Mangues e eu não sentia que nos aproximávamos dela.
Pensei até que essa tal plataforma havia se deslocado para uma outra localidade, mas aos poucos comecei a enxergar os telhados de palha das casas de veraneio de Ponta dos Mangues para minha recuperação psicológica. Então, tivemos que sair da areia da praia e pegar uma estrada de barro que não era muito melhor que a areia da praia. Sorte nossa era que havia chovido e a areia parecia está mais compacta, seguimos guiados pelo mapa, pois, pouco ajudava as respostas que o povo daquela região nos dava a respeito das distancias até a cidade de Brejo Grande.
Entre Ponta dos Mangues e Brejo Grande na verdade tinha cerca de 30 quilômetros, sendo 20 kms em estrada de chão e 10 km em asfalto. Quando saímos da estrada de chão que ligava a cidade de Ilha das Flores a Ponta dos Mangues e pegamos o asfalto parecia até que tinha colocado a gente pra pedalar em uma pista de cerâmica bem lisinha e foi assim até chegar a cidade de Brejo Grande e pegarmos um barco para atravessar o São Francisco até a cidade de Piaçabuçu onde almoçamos as 4hs da tarde e pegamos uma pousada na beira do rio.
No dia seguinte acordamos as 02:50h da matina com uma chuva tão forte que cada pingo enchia um balde (rsrsrs). Esperar a chuva passar foi em vão, tivemos que sair às 03:30hs debaixo de chuva forte em direção a cidade de Coruripe onde pretendíamos tomar café e assim foram 50 kms de estrada com chuva e pista molhada.
A única coisa que nisso tudo foi bom é que eu estava com insolação e com chuva e frio durante esse percurso até Coruripe ajudaram muito e sem contar que o alforje da Arara Una não entrou uma gota d'agua dentro dele (realmente ele está aprovado!). Ao chegarmos em Coruripe paramos no meio da feira numa padaria que servia um café com pão e queijo que parecia que estávamos numa ceia de natal.
A força retornou e começava uma outra parte muito pior que todas as outras que havíamos passado: eram as ladeiras! Bote ladeira nisso! São enormes e na bike dupla parece que duplicam e assim foi durante mais 50 kms de ladeiras sem parar. Quando chegamos a Barra de São Miguel é que tivemos paz nas subidas. Concluímos a viagem com os 36 kms - de estrada plana - até Maceió.
Texto e foto: Jackson da Silva
Jackson da Silva -
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